domingo, 9 de agosto de 2009

Pai


Ele anda em um universo inalterável
Em que não se pode entrar nem desvendá-lo
Seus olhos são aptidões em observar razões
E no seu coração soa doçura
Apesar da voz brava e incontrolável

Eu sou parte sua
És parte minha demasiadamente
És fera, carrasco, arcaico.
És amor, heroi, graça, sonho, futuro.

És-me.

Carol de Abreu

sábado, 8 de agosto de 2009

Algumas Palavras

Torna-se até esplêndido o modo como a corrupção aqui no estado do Amazonas perdura.
Nem mesmo o fato de saber que há mais de 50 anos essa mesma “corja” que hoje reclamas a falta de senso, lidera tudo imensamente.
Pensei ou pensávamos que haveria nestas últimas eleições alguma mudança benéfica. Mas, honestamente, ninguém dispôs por ela. Incrível mesmo é como há servis do sistema, e como a “corja” os corrompe a uma maneira de favorecer-lhes a vida, quando de certa forma estão os desprezando tacitamente.
A política, aqui, reside pôr sobre os panos encoberta de sujeiras. Não ao fato de ser pessimismo, mas ao buraco que se sucede os fatos... Hão de acarretar-se em uma desordem. Se não quiserdes aspirar uma mudança.
Já sobre os estudantes... Perdemos o direito que havíamos conseguido. E a todas as organizações que visam os benefícios dos estudantes? Onde estão? E os estudantes? É triste esta situação.
Não sei o que está se tornando esta cidade. A imundice está surgindo à nossa vista – literalmente!
Onde estamos de fato? Não temos a vida decente que deveríamos ter, mas por consequência indireta de nós mesmos.

domingo, 2 de agosto de 2009

Aura


Desponta tão fremente, cáustico.
Em tons laranjas
Amarelos focos de luzes

Tem uma flor suspensa em um galho
Quase que para soltar-se
E ela marca os meus olhos
Assiduamente todas as tardes

Jorra uma fonte de agonia
Em minhas mãos ansiosas
E eu lhe lanço um silêncio nos olhos
Lanço-lhe um silêncio que a faça desprender-se

Desprender-se em minhas mãos

Carol de Abreu

Estou postando novamente algumas escritas, depois de algum tempo afastada da internet. Portanto, vou pôr algumas coisas a mais. Sejam sempre bem vindos. Obrigada.

Metal Amarelo


Anseios multiplicados ao extremo
em uma intensa onda
Estás a par
com desejo de regresso.

Passam-lhe tantas pessoas fantasiando besteiras
Que se chega a achar pérfidas suas linguagens

Não se sabe em que universo sua mente reside
E nem em que mistério pensas ao dia
Nem mesmo desejos sobre desejos

Talvez ande mesmo distante do tempo
Só, pairando em seus próprios sons e cores.

E no seu rosto dançam borboletas
Belas como os seus cabelos
Sensibilidade das suas feições faceiras

Encarcerou-se porque sua alma é transcendente
E estás com uma metade dos olhos poética
e outra inibida e sem vida

Carol de Abreu