quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sagrado

Se eu pudesse sentir todas as boas sensações
Gostaria de sentir contigo
Que desenrola e muda o contato por onde passas
Não assimilas e nem julgas
Finca como uma estrela taciturna
E projeta teus olhos a favor da poesia

Se eu pudesse curar as feridas do mundo
Guardaria-te no cume de uma árvore
Entre as entranhas da natureza
Para que não te corrompessem
Perante aquelas sondagens absurdas
Que perfuram o coração dos seres sensíveis

Se eu pudesse encontrar uma forma à tua maneira
Calaria-me como um ser tonto
Que não te reconheceria com ares iluminados
Esqueceria-me de como dormes suave em mim
Ou como quando despertas tocando no meu coração
Com dedos suaves e amigos

Se eu pudesse conceder-te algo sob minhas mãos
Concederia-te um silêncio que te espalhasse paz
Que se misturam no teu ser
Amor infinito que te espalha
Que me espalha
Um espelho à nossa frente

' Alguém perguntou-me ao ler para quem eu havia escrito.
Disse que não sabia. Estava escrevendo para não morrer jamais. Estava escrevendo por causa do amor. Talvez estivesse mentindo ou não.'

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010


Amor
Que é mágica atrelada
Sob vossos olhos
Esquivos e vidrados
Que é uma dor revestida de ódio
E ternura logo mais
Isto que é loucura sem medida
Em panos moldados à paixão
E fica límpido ou sujo
Ardente ou calado
Egoísmo comedido
Por entre as veias que pulsam
E os rastros de perfumes
Eles ficam em vossas nucas
E nos ares a todo o instante
O Amor que é doar-se

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Liberdade

Composição:
Marcelo Camelo

Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom
Daqui não
Eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares
Vou sonhando em outros ares, vou
Fingindo ser o que eu já sou
Fingindo ser o que eu já sou
Mesmo sem me libertar eu vou

É Deus, parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro

De que vale ser aqui
De que vale ser aqui
Onde a vida é de sonhar?
Liberdade

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Conceber a Vida


Um pedaço de chão
Sob rosas que crescem
Sem que ninguém as destruam
Derramando perfume nas noites nuas

Um lápis de cor
Pra colorir o céu no papel
Um lápis apontado
Pra escrever às crianças

Fogo na lareira
Entre olhares rabiscados
Entre sons que correm no silêncio
Mãos dadas

Um coração pra alegrar
A fantasia que há em se amar
No correr do tempo
E nada de Medo

São as rosas que se encostam na janela
Quando os iluminados presenciam primavera
E o vento vem nascendo
Ninguém o sente

Ninguém consegue sentir como nós

sábado, 26 de dezembro de 2009

Encanto

Não me procure entre vozes
Porque eu sou de um silêncio
Que se é medido
Nem em aormas circundos
Estou sempre longe de todos

É uma pena
Que teus olhos não enxerguem
Belo rapaz