Retirar-lhes o perfume é um desacato à minha insensatez! (Direitos autorais reservados)
domingo, 13 de junho de 2010
O cansaço e a certeza de que o presente é tão breve quanto a alegria do ser humano. Nada me curva diante dessa história imperfeita que estou sendo imposta a fazê-la. Sempre foi imposto e é algo que se precisa apostar para que sua vida esteja de acordo com o que é imposto. Sim, novamente "impor". É o que mais deprime a alma de um ser. Parece às vezes que o som da rua que eu ando quando acordo com os olhos inchados não me socorre. Açoita. E o corpo pesa, porque nada está de acordo com os olhos meus, como eles são. Tem um anjo que se mistura por ali muitas das vezes, outro ser surreal, um tristonho com a pluma que encanta, outros que ferem, e é tudo muito belo. E está tudo isso aqui dentro. Tenho o mundo inteiro dentro de mim e eu preciso vomitá-lo.
terça-feira, 8 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Ar
As costas viradas a estes olhos
Enquanto o cabelo virado ao vento
Desconcentrava-os serenamente
O traço do tempo que desmistificou o medo
Trouxe o agrado gracejo junto com este vento
A alça do vestido despida de um lado
E ao redor o cheiro de natureza que deturpa
Enquanto o cabelo virado ao vento
Desconcentrava-os serenamente
O traço do tempo que desmistificou o medo
Trouxe o agrado gracejo junto com este vento
A alça do vestido despida de um lado
E ao redor o cheiro de natureza que deturpa
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Companheiro
Sinto-me ausente na tua ausência
E todas as coisas
Pairam em lugares separados
Sem brilho ou cor
Somos crianças
Como sempre fomos
É assim que me sinto
E não os deixo te zombarem
Sinto-me ausente na tua ausência
Em algum vazio que se firma
Quando não estás
Ou não me presencias
Moras em mim
Na casa mais bem aconchegante
Quando te escuto os passos
Aproveito a tua estadia
Tua voz em tonalidade grossa
E o coração manso
Como nenhum outro ser
Teu sangue vivo e vermelho
Corre nas minhas veias
Minha admiração e orgulho
Ao meu irmão Gerson de Abreu.
Meus parabéns pelos anos de vida na minha vida. Na nossa vida.
(Para o dia 02 de junho)
E todas as coisas
Pairam em lugares separados
Sem brilho ou cor
Somos crianças
Como sempre fomos
É assim que me sinto
E não os deixo te zombarem
Sinto-me ausente na tua ausência
Em algum vazio que se firma
Quando não estás
Ou não me presencias
Moras em mim
Na casa mais bem aconchegante
Quando te escuto os passos
Aproveito a tua estadia
Tua voz em tonalidade grossa
E o coração manso
Como nenhum outro ser
Teu sangue vivo e vermelho
Corre nas minhas veias
Minha admiração e orgulho
Ao meu irmão Gerson de Abreu.
Meus parabéns pelos anos de vida na minha vida. Na nossa vida.
(Para o dia 02 de junho)
terça-feira, 1 de junho de 2010
Palidez
Tua boca amontoada de um batom encarnado,
mas os lábios pálidos, pálidos...
Não tenho dúvida
Enquanto as mãos, brancas,
com as unhas enfeitadas de vermelho,
pairavam sobre os cabelos
de um tímido jeito
Tu e esta tua palidez
Sim, eu cheguei.
mas os lábios pálidos, pálidos...
Não tenho dúvida
Enquanto as mãos, brancas,
com as unhas enfeitadas de vermelho,
pairavam sobre os cabelos
de um tímido jeito
Tu e esta tua palidez
Sim, eu cheguei.
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