Inevitavelmente pensar no sopro que lampeja nossas costas
Sopro este que danifica as forças
E rompe a fé ante o acaso que corre longe
Meu coração é um órgão inútil que eu não desmereço
Mas padeço ao encanto que requer doar-se
Eu não o quero. Não desta maneira.
A liberdade é minha mais mestre amiga. Minha amante.
Vivo de ir e vir
Nunca mais estive de acordo com o que se espera
Parece que nada por aqui pertence-me
Embora eu ame a aurora do sol
Que acalma a tarde e o céu
Pintados como num quadro
Vasto de riscos coloridos que desabrocham os olhos meus
Sedentos e calmos e amigos e sorridentes
Maravilha divina que o mistério de entendê-la foge-me das mãos
Retirar-lhes o perfume é um desacato à minha insensatez! (Direitos autorais reservados)
domingo, 30 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Mais do Mesmo
Entristece-me esta constante competição de posses e posses
Abalo-me o coração
E este correndo cansado retrai-se
- Aqui eu não me acho.
Então, ficam colhendo flores ao lado de fora.
Onde, infelizmente, não estamos. Eu gostaria de estar.
Perde-se os dias, as horas, as estações e as pessoas.
Dá dor de ver minha liberdade reprimir-se
Todos os dias o vento concede sua mão à minha
Ainda não é necessária para todas as curas
Necessito que me busque de vez dessa loucura que mata
Abalo-me o coração
E este correndo cansado retrai-se
- Aqui eu não me acho.
Então, ficam colhendo flores ao lado de fora.
Onde, infelizmente, não estamos. Eu gostaria de estar.
Perde-se os dias, as horas, as estações e as pessoas.
Dá dor de ver minha liberdade reprimir-se
Todos os dias o vento concede sua mão à minha
Ainda não é necessária para todas as curas
Necessito que me busque de vez dessa loucura que mata
sábado, 15 de maio de 2010
Florzinha
MInha florzinha que se desenrola num gracioso riso
Aquele que envolve o círculo por onde ele se desloca
Tão inocente e apreciável diante da marca de nossa decadência humana
Minha florzinha. Ela é só uma criança que adora brincar com as mãozinhas nas minhas.
E corrompes com demasia minha alma na sincronia de uma poesia que encanta e acata as dores
E vão levá-la de mim para outro círculo de histórias
E estaremos nós a cá com a saudade de uma flor pequenina
Que alimenta só o bem que as crianças nos passam
E nós a amamos com o coração tão autêntico, que ao vê-la ir pensando em nós...
Choro, choro, choro.
Aquele que envolve o círculo por onde ele se desloca
Tão inocente e apreciável diante da marca de nossa decadência humana
Minha florzinha. Ela é só uma criança que adora brincar com as mãozinhas nas minhas.
E corrompes com demasia minha alma na sincronia de uma poesia que encanta e acata as dores
E vão levá-la de mim para outro círculo de histórias
E estaremos nós a cá com a saudade de uma flor pequenina
Que alimenta só o bem que as crianças nos passam
E nós a amamos com o coração tão autêntico, que ao vê-la ir pensando em nós...
Choro, choro, choro.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Eu tinha um amigo. Mas aí ele foi embora. Foi! Sei não, mas nem o vi mais. Não sei se ele volta das montanhas gélidas com um dos pedaços do meu coração. Mas sei que ele arrancou da raíz sem pena e dor, como se nada fosse ocorrer. Eu nao sei, mas viramos um caos. E nada poderia ter sido feito dessa maneira. Nosso amor sempre foi um desastre, amor múltiplo, de ninguém, amor de amantes, mas sem calor, sem paixão, sem desespero. Aí tudo revoltado aqui e agora. Somente a minha tristeza.
domingo, 9 de maio de 2010
Dentro de si
Eu preciso que tu me deixes só por um instante inacabável de dores que torturam os nossos lábios. Não me entorna aqui, não bate a porta que se fecha no brandir da noite. Eu estou com os olhos debruçados em eternos papéis de letras propícias ao amor que me desabrocha a toda década de anseios. Parece até com o fascínio de perecer com os braços abertos, mas entorpecentes da solidão divertida. E acostuma-se a esta vida. Não tenho nada salvo, embora corram os pés meus às ondas amenos e singelos, feito as peles suas. Corromper-me é minha ação. E não há ninguém para perdoar meu amor demasiado.
Assinar:
Postagens (Atom)